Arquivo mensal: abril 2012

Menos de 10% aderem ao Empresa Cidadã

Padrão

No fim de janeiro de 2012, o Programa Empresa Cidadã completou dois anos. Por meio dele, empresas que declaram imposto de renda por meio de lucro real poderiam se inscrever para possibilitar às funcionárias a ampliação da licença-maternidade de quatro para seis meses. Dados da Receita Federal mostraram que, até o dia 13 de fevereiro, 15.735 organizações haviam aderido ao programa. Este número corresponde a menos de 10% do total de empresas que têm a chance de fazer esta opção. Quando uma corporação se inscreve no Empresa Cidadã, as funcionárias grávidas passam a ter o direito de escolher entre os 120 dias obrigatórios ou os 180(seis meses). Os valores desses 60 dias a mais são pagos pela empresa- e não pelo INSS como no caso da licença-maternidade obrigatória-e, depois, restituídos como desconto no imposto de renda a ser pago no ano seguinte.

O que você precisa saber para ser “barriga de aluguel”

Padrão

Image

Você emprestaria seu útero para gerar o filho de outra pessoa? Se a sua irmã ou uma amiga muito próxima precisassem, é possível que você considerasse essa possibilidade? Saiba o que você deve considerar antes de tomar essa decisão.

  • Não existe lei brasileira que regulamente a prática da cessão temporária de útero, mas o Conselho Federal de Medicina (CFM) proíbe que a técnica envolva pagamento para a pessoa que vai emprestar a barriga.Pagar também fere a Constituição Federal Brasileira, segundo a qual partes do corpo não devem ser comercializadas. As despesas médicas, no entanto, ficam a cargo dos pais biológicos,ou seja, o casal que vai colocar os embriões no útero de outra pessoa.
  • Para fazer o procedimento é preciso seguir uma resolução do CFM, publicada em 1992 e revista em 2010, que permite o útero de substituição apenas entre familiares de até segundo grau, sem nenhum caráter comercial. Outros casos, como uma amiga que queira ceder o útero, devem ser encaminhados ao Conselho para aprovação e não existe prazo para a resposta. O casal também tem que apresentar um laudo médico comprovando que não pode ter filhos e passar por uma avaliação psicológica junto com a mulher ou o casal que cederá o útero. Todos assinam um termo de consentimento informado, atestando que estão de acordo com o procedimento e cientes de tudo que ele envolve, como o preço do tratamento e quais são as chances de sucesso.
  • A palavra-chave usada por todos os especialistas para designar a cessora temporária de útero é altruísmo. Ela precisa ter um grande sentimento de solidariedade e de doação, além de estar totalmente consciente e informada sobre o procedimento.
  • A saúde da mulher precisa estar em dia para que a gravidez transcorra bem, então é feita uma bateria de exames para saber se ela está apta a engravidar e se não há nenhuma doença grave que possa trazer complicações para a gestação, como diabetes e cardiopatias.
  • Para que a gravidez ocorra, é preciso estimular a ovulação com hormônios na pessoa que vai gerar o bebê- e pode não dar certo na primeira tentativa. As chances são de cerca de 40% por vez, então é possível que o procedimento tenha que ser repitido algumas vezes até ser bem sucedido.
  • É preciso considerar que serão nove meses de cuidados,exames e todas as outras questões que envolvem a gravidez, como enjôos e dores, e controle na alimentação, abstinência de bebida e fumo, e claro, o parto. E que depois de passar por tudo isso,o bebê será entregue aos pais biológicos.
  • Os especialistas recomendam que a cessora temporária de útero já tenha filhos e argumentam que isso diminui os conflitos de ter que entregar a criança.Se a maternidade for algo bem resolvido para ela, é mais entender que o filho não é seu e não se apegar demais ao momento e à criança.
  • O vínculo com o bebê e os pais biológicos precisa ficar claro desde o começa, e essa é uma das questões mais abordadas pelos psicólogos na avaliação que é feita antes do tratamento ser iniciado. A doadora do útero precisa estar ciente de que terá que cuidar daquele filho que não é seu e depois entregá-lo aos pais. Já o casal precisa confiar seu bebê a essa mulher e participar da gestação sem desrespeitar o espaço dela com cobranças excessivas sobre a saúde e os cuidados, por exemplo, ou sentir-se excluído do processo por não estar gerando o próprio filho.

Vacinação na gravidez

Padrão

Image

Está pensando em engravidar? Fique de olho na sua carteira de vacinação. Como são poucas as vacinas que você pode tomar durante os nove meses, é fundamental se proteger um pouco antes.Uma delas é contra a rubéola, que deve ser tomada três meses antes de engravidar. Essa doença, causada por vírus, é transmitida por´saliva de tosse e de espirro. Se a gestante for contaminada no primeiro trimestre, há risco de malformação fetal. No segundo e no terceiro trimestres, é o sistema nervoso central que pode ser prejudicado. As sequelas do bebê podem se manifestar, em alguns casos, somente após o nascimento, com alterações psicomotoras.

A vacinação contra hepatite B também entra na lista. A doença pode ser transmitida ao bebê no nascimento. A criança, então, desenvolverá hepatite crônica ao longo da vida. São três doses, no esquema 0-1-6 meses.Por isso, é necessário um semestre de antecedência. Programe-se!

Durante a gravidez

Uma das vacinas recomendadas é a da gripe, já que a gestante faz parte do grupo de risco do vírus influenza.Os sistemas imunológico e fisiológico da grávida estão em transformação. Por isso, é comum que o vírus comprometa a parte respiratória.A dose única deve ser tomada no período de maior incidência da doença,normalmente no inverno, mesmo se coincidir com o primeiro trimestre de gestação. Já estão disponíveis vacinas conjugadas que protegem contra a gripe comum e a H1N1. Além do benefício da imunização para a grávida, ela protege o bebê após o nascimento, já que o risco de ficar gripada é menor e, assim, de passar para o filho também. E não fique com receio de tomar a vacina na gestação. Ela é composta por vírus morto.

Outro cuidado é quanto à prevenção do tétano. Apesar do risco de o recém-nascido ter a doença- provocada pela toxina de uma bactéria chamada Clostridium tetani- ser maior antigamente, por conta da esterilização precária dos objetos cirúrgicos, a vacina ainda é uma recomendação para a gestante hoje em dia.

A periodicidade depende de quando a mulher foi imunizada anteriormente.O esquema normal funciona assim: na infância, deve-se tomar três doses de DTP (tétano,difteria e coqueluche), aos 2,4 e 6 meses de vida. Depois, as crianças tomam um reforço  aos 15 meses e outro entre 4 e 6 anos. Dali para frente, a vacina é tomada de dez em dez anos.

Assim, você vai precisar informar ao seu médico quando tomou a última dose. Se foi entre 5 e 10 anos atrás, o indicado é tomar uma dose da vacina no sétimo mês da gestação. Caso já tenha passado mais de 10 anos são necessárias três doses,a partir do segundo trimestre, com dois meses de intervalo entre elas. A última, com no mínimo 20 dias de antecedência do parto. Essa vacina também não oferece riscos nem para a mãe nem para o bebê.

Já a vacina contra a febre amarela só deve ser tomada com orientação médica. Isso porque os efeitos colaterais nas grávidas e no bebê são desconhecidos. Assim, se você for viajar para locais onde a doença é comum, é o seu médico quem deve avaliar o risco-benefício dessa imunização.

A proteção contra hepatite B, que deve acontecer antes da gravidez, só deve ser aplicada na gestação em casos específicos. Como a doença é sexualmente transmissível e pode ser propagada pelo contato com sangue e seringas contaminadas, há um grupo de mulheres que deve receber atenção especial. Se houver contato constante com seringas e ferimentos, por exemplo, mesmo grávida ela deve tomar a vacina.É o caso de profissionais de saúde.Quando a paciente não faz parte do grupo de risco, os médicos não recomendam essa vacina, já que é composta por vírus vivos atenuados. O problema desse tipo de composição do imunizante é que, como a grávida, está com a imunidade mais baixa, ela corre o risco de desenvolver a doença.

3 mitos sobre o parto

Padrão

Image

Uma vez cesárea, sempre cesárea

Se o seu primeiro parto foi assim, o segundo pode ser normal, desde que mãe e bebê estejam bem. Mas isso não é o que parece acontecer segundo um estudo norte-americano, feito com 155 gestantes que esperam o segundo filho. Quando questionadas, elas diziam que não sabiam que poderiam tentar o parto normal porque seus médicos não davam essa informação. Por isso é tão importante conversar com o seu obstetra e ter total confiança nele. Vale lembrar que a cesárea é indicada se os dois partos anteriores forem assim, porque aí há risco da parede do útero, onde ficaram as cicatrizes, romper.

Ter o bebê em casa é seguro

Ninguém pode dar essa garantia. Ainda que mãe e filho estejam saudáveis, é preciso montar uma megaestrutura para a hora do nascimento, que inclui desde ter multiprofissionais ( como parteira, assistente e pediatra), até um contato que permita que uma ambulância chegue na sua casa e no hospital em instantes. Uma pesquisa feita pela Universidade de São Francisco (EUA) mostrou que os bebês das mulheres que dão à luz em casa têm mais chances de ter complicações no pós-parto justamente porque faltou a infraestrutura necessária, e aí a criança corre riscos.

Prematuro só nasce de cesárea

Não é regra – e vai depender da condição da mãe e do bebê. Em alguns casos é possível, sim, que ele nasça de parto normal. Mais um estudo norte-americano mostrou que a cesárea pode ser prejudicial porque aumenta as chances de a criança ter problemas respiratórios. Isso não aconteceria no parto normal, porque, durante o trabalho de parto, o organismo do bebê entende que precisa se preparar para nascer, e aí melhora a adaptação do sistema respiratório. Outro benefício é que o bebê prematuro não é tão manipulado como na cesárea. Mas essa decisão só cabe à equipe médica.

Drogas para aumentar a fertilidade aumentam mais do que o dobro as chances de leucemia em crianças

Padrão

Image

Os modernos tratamentos para ajudar mulheres que querem engravidar e não conseguem foram um grande avanço da medicina. No entanto, uma nova pesquisa do centro de pesquisa INSERM, de Paris, serve como alerta para o uso indiscriminado desses métodos. Os cientistas descobriram que os filhos de mães que recorreram a tratamentos com remédios para aumentar fertilidade têm 2,6 vezes mais chances de desenvolver leucemia linfocítica aguda, o tipo mais comum em crianças. Isso vale apenas para tratamentos com remédios e não para fertilização in-vitro ou inseminação artificial. O médico responsável pelo estudo Dr, Jeremie Rudant, disse ao jornal britânico Daily Mail que já era antiga a hipótese de que as técnicas reprodutivas tinham alguma relação com o câncer infantil, por causa de tratamentos repetitivos e manipulações em laboratório de óvulos e sêmen. Mas nada nunca foi provado. Para o cientista, agora já se sabe que pelo menos a maior parte dos casos de leucemia aguda têm uma origem pré-natal.

Quer ficar mais fértil? Tome vitamina D

Padrão

Image

Se você e seu companheiro decidiram que é hora de aumentar a família, dê mais atenção à vitamina D. A substância está presente nos órgãos reprodutivos masculinos e femininos e aumenta as chances de sucesso da gravidez, principalmente em casos de fertilização artificial e tratamentos de ovário policístico. Foi o que concluiu uma revisão de 135 estudos sobre os efeitos dela na fertilidade, feito por pesquisadores austríacos. ” A vitamina D existe dentro do folículo ovariano, que depois se transforma em óvulo, e melhora as chances de fecundação”, explica Guilherme Loureiro Fernandes, professor responsável pelo setor de medicina fetal da Faculdade de Medicina do ABC (SP). A substância também aumenta as defesas do corpo e diminui as chances de aborto, porque favorece as condições do endométrio, a membrana que reveste o útero e recebe o embrião. ” Ela é um ótimo coadjuvante para induzir a ovulação, e pode ser indicada em forma de comprimidos. ” Para os homens, melhora a qualidade do sêmens e aumenta os níveis de testosterona. Mas só tome depois de conversar com o médico, ok?

Chocolate

Padrão

A boa notícia é que não é só de açúcar e gordura que o chocolate é feito. Além da manteiga e do licor de cacau, o chocolate contém antioxidantes, principalmente polifenóis, que são substâncias que previnem o colesterol ruim e algumas inflamações. Elas também ajudam a evitar a hipertensão e o acúmulo de gordura nos vasos sanguíneos.É recomendado que as crianças comecem a comer chocolate aos 2 anos, e enquanto pequenas , o ideal é que consumam apenas 10 gramas por dia, o equivalente a um bombom. O triptoflano, outra subståncia contida no chocolate, é usado pelo nosso cérebro para produzir serotonina, que nos induz à sensação de prazer e felicidade. Porém, a ingestão exagerada traz riscos de obesidade, por causa justamente do açúcar e da gordura do cacau. Então, nada de chocolate a qualquer hora.