Arquivo mensal: março 2012

Copinhos infantis

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A minha amiga Adriana Motta, que me ajudou com o post anterior, continua me ajudando.Neste, eu fiz uma entrevista com ela sobre o uso do copinho infantil que ela usou com a filha dela – Maria Clara.

Na é poca em que você introduz os alimentos sólidos, também pode pensar em acostumar a criança ao copinho infantil, para que ela deixe de sugar o líquido no bico e passe a beber como as crianças maiores. Isso também permite que a criança cresça e comece a se alimentar sozinha. Algumas mães que amamentam vão direto do seio para o copo. Outras preferem introduzir a mamadeira e o copinho infantil ao mesmo tempo.

Entrevista com a mamãe da Maria Clara de 3 anos, Adriana Motta.

Em que idade você introduziu o copinho? 

Mesmo que o bebê tome a mamadeira e o seio, eu resolvi experimentar o copinho infantil na minha filha aos 6 meses, por sugestão do pediatra.Você também pode dar em um copo de papel ou de plástico, mas o copinho infantil é melhor, porque tem uma válvula que controla o fluxo. A criança também pode segurá-la sozinha, o que promove sua independência. O médico me alertou para nunca, de jeito nenhum, dar um copo de vidro a um bebê ou uma criança pequena, antes dos 4 ou 5 anos. O médico me falou que já viu muitas crianças no pronto-socorro com cacos de vidro nos lábios e na língua.

Com qual frequência você oferece o copinho?

A criança precisa de três semanas a um mês de prática diária para se acostumar ao copinho infantil. Se vcê não tentar todos os dias, demorará mais.

Você já tentou tipos diferentes de copinhos?

Sim, existem diversos copinhos infantis no mercado – alguns têm uma válvula e outros, um canudo. Com frequência, os bebês amamentados preferem o de canudo. Independentemente do tipo comprado, experimente o mesmo por pelo menos um mês.

Em que posição você segura o bebê quando lhe oferece o copo?

O pediatra me aconselhou a sentar a minha filha no meu joelho, virada para o lado. Colocar as mãos dela nas alças do copinho e ajudá-la a levar até a boca.O importante é ser agradável e escolher um horário em que ela esteja de bom humor.

Quanto líquido – e de que tipo – você coloca no copo?

Eu comecei colocando no máximo 28 g de água, leite bombeado ou industrializado. Quando coloquei o suco, só colocava o que era 100% natural e feito na hora. Mas já ouvi falar que não é bom usar o suco no copinho, porque há o risco de a criança associar o copinho a um líquido doce e recusar todos os outros. Mas isso não aconteceu com a minha filha; pelo visto é muito relativo. Comecei oferecendo dois copos de líquido na hora da refeição. Em um deles, colocava 28 g do líquido que ela já estava acostumada a beber – no caso, era água – , e no outro colocava 56 g de leite. Depois que ela tomava um pouco da água, tirava esse copo e oferecia o leite. Se ela recusar, deixe de lado e tente 1 hora depois. Mesmo que ela já saiba usá-lo, sente-a no seu joelho enquanto ela bebe.

Têm alguma dica para as Mamães de Plantão?

Como ocorre na maioria das situações, se você persistir e transformar a atividade em algo divertido e terno, em vez de encará-la como algo que deve ser ensinado imediatamente, é mais provável que tenha sucesso. Como ocorre com o desmame, sentimentos confusos também despertam quando você vê o bebê com o copinho infantil, porque ele já parece mais crescido. Está tudo bem- a maioria das mães sente isso. Siga em frente e aproveite a jornada.

Muito grande para a mamadeira?

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As mães são geralmente aconselhadas a se livrar da mamadeira perto de 1 ano ou 18 meses no máximo. Não é o fim do mundo se o bebê ainda fica alguns minutos no berço com a mamadeira para sugar, no colo de mamãe ou papai. Se não foram influenciadas, muitas crianças desistem voluntariamente da mamadeira aos 2 anos. Quando querem permanecer por mais tempo, em geral isso ocorre porque se acostumaram a usá-la como chupeta – por exemplo, mamãe a oferece para que ele fique quietinho no shopping ou papai a enfia na boca dele para evitar um escândalo na frente dos colegas. Os pais podem usar a mamadeira nos horários de soneca ou de sono noturno. Alguns pais deixam a mamadeira no berço da criança , esperando ter uma horinha a mais de sono; isso não apenas forma maus hábitos, mas também é perigoso. A criança pode engasgar. Além disso, quando ela toma a mamadeira a noite toda , se enche de líquido e come menos alimentos sólidos.Se a criança tem 2 anos ou mais e ainda anda por aí com uma mamadeira, é hora de intervir:

  • Estabeleça regras básicas para tomar a mamadeira: apenas para dormir, ou apenas no quarto.
  • Leve sempre alguns lanchinhos para não depender da mamadeira, ou encontre outra maneira de lidar com os escândalos.
  • Acabe com a atração da mamadeira. Corte uma fenda no bico, com cerca de 3 a 5 mm de comprimento. Espere quatro dias e abra outra fenda, fazendo um x. Depois de mais uma semana, corte os dois primeiros e depois todos os quatro triângulos. Depois de um tempo, você terá uma abertura quadrada enorme e a criança perderá o interesse.

Obs: Este post foi sugestão da minha amiga Adriana; ela usou estas dicas com a filha dela e deu certo e por isso, as forneceu para que eu pudesse passar para todas as mamães que estão passando por este dilema.

Desacostumando da amamentação

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Se você quer parar de amamentar ou apenas diminuir um pouco a amamentação, existe a preocupação de como ficará o seio quando decidir pular a primeira mamada. O plano abaixo presume que o bebê esteja disposto a tomar a mamadeira e que você continuará amamentando apenas duas vezes por dia. Se você deseja parar definitivamente, basta eliminar as mamadas. O seu corpo irá cooperar , mas você precisa ajudá-lo.

  • Bombeie o leite em vez de simplesmente pular as mamadas. Para evitar empedramento, continue amamentando o bebê pela manhã e na hora escolhida para a segunda mamada, nos próximos doze dias. Durante o dia, bombeie nos horários das mamadas normais. Bombeie durante 15 minutos por sessão pelos primeiros três dias. No 4º ao 6º dia, bombeie apenas 10 minutos; no 7º e no 9º, 5 minutos; e no 10º ao 12º, apenas 2 ou 3 minutos. Até lá, os seios se encherão apenas antes das duas mamadas, e você não precisará mais bombear.
  • Use um sutiã com boa sustentação durante as mamadas. Um sutiã esportivo bem ajustado ajuda o corpo a reabsorver o leite.
  • Faça de 3 a 5 séries de exercícios diários elevando os braços. Se sentir dor, tome um paracetamol a cada 4 a 6 horas. O empedramento é raro quando o bebê tem 8 meses ou mais; a produção do leite para mais rapidamente, digamos, aos três meses.

Conforto e distração

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Se o bebê tem entre 7 e 9 meses e de repente começa a reclamar quando você sai de casa, ou tem problemas com as sonecas ou o sono noturno, este pode ser o início de ansiedade normal de separação. Isso acontece com muitos bebês quando eles percebem que as mães são seres separados deles. Essa ansiedade normal não precisa se transformar em ansiedade prolongada, se você:

  • Abaixar até a altura do bebê quando ele estiver chateado, e confortá-lo com palavras e abraços, mas sem pegá-lo no colo.
  • Responder ao choro da criança de maneira relaxada e alegre.
  • Cuidado com o seu tom de voz – não espelhe o pânico dele.
  • Quando o bebê começar a se acalmar, distraia-o.
  • Nunca recorra a uma abordagem de choro controlado (denominada “Choro gradual até a explosão”) para resolver os problemas do sono. Isso compromete a confiança do bebê e comunica que ele realmente estava certo: você o abandonou.
  • Brinque de esconde-esconde com ele assim que ele entender que, mesmo que você desapareça por um minuto, depois você volta.
  • Dê uma volta no quarteirão, para que ele experimente períodos curtos da sua ausência.
  • Quando sair de casa, peça ao parceiro ou à babá para levá-lo até a porta e “dar tchauzinho”. Ele pode berrar o tempo todo – isso é normal, se ele se tornou dependente de você. Porém, é necessário desenvolver a confiança.

Cólica

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O que é: A maioria considera a cólica um grupo complexo de sintomas, caracterizado por choro alto. excessivo e inconsolável, que às vezes parece acompanhado por dor e irritabilidade. Alguns médicos a consideram um termo genérico que abarca: problemas digestivos (alergias alimentares, gases, refluxo), problemas neurológicos (hipersensibilidade ou temperamento com reações exageradas) e condições ambientais desfavoráveis (pais nervosos e negligentes, tensão no lar). Os bebês diagnosticados com cólica podem ter qualquer uma dessas condições – ou todas – , mas nem todos têm cólica verdadeira, necessariamente. Barry Lester, pediatra, pesquisador de cólica e autor do livro For Crying Out Loud, considera a cólica ” um distúrbio do choro”. Ele esclarece: “Algo faz a criança chorar de maneira incomum e, seja o que for, também causa impacto no resto da família”. Lester concorda que apenas cerca de 10% têm cólica verdadeira – episódios graves de choro alto que duram várias horas, frequentemente no mesmo horário do dia e sem motivos aparentes. Os bebês primogênitos parecem ser mais afetados pela cólica do que outras crianças. Ela geralmente começa dentro de dez dias a três semanas após o nascimento, e dura até os 3 ou 4 meses de idade, e nesse momento desaparece sozinha.

O que examinar: Uma diferença importante entre cólica e refluxo é que, apesar do choro, os bebês com cólica ganham peso, enquanto muitos bebês com refluxo perdem peso. Além disso, no refluxo o bebê tende a arquear as costas para trás durante o choro; nos gases, ele puxa as pernas para cima, e esses dois episódios geramente ocorrem dentro de 1 hora ou menos após a última mamada; já a cólica não é necessariamente associada às mamadas.

O que fazer: O seu pediatra pode prescrever um sedativo leve (em gotas), aconselhar que se evite superestimular o bebê, ou sugerir vários truques, como deixar a torneira ligada, ligar o aspirador de pó, coifa ou um secador de cabelos para distrair o bebê. Alguns sugerem mamadas mais frequentes, algo que eu, particularmente, desaconselho, porque se o problema estiver no sistema gástrico da criança, a alimentação excessiva o exacerbará. Quaisquer que sejam as sugestões, lembre-se que de que a cólica verdadeira não tem “cura”. Basicamente, você precisará esperar que ela passe. Alguns pais são mais aptos do que outros para essa espera. Se você não for uma mãe “confiante”, o bebê com cólica poderá representar uma grande dificuldade. Nesse caso, recrute pessoas, consiga toda a ajuda que puder. Descanse bastante, para não atingir o seu próprio ponto de explosão.

Desinteresse para mamar

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Quanto ao bebê que “não parece interessado” nas mamadas, isso é normal. Entre os 4 e 6 meses, o bebê dá um salto gigantesco no que se refere ao desenvolvimento. Para isso, tome algumas atitudes pró-ativas:

  • Alimente-o em uma área relativamente livre de distrações.
  • Prenda o braço da criança sob você, para que ela não comece a brincar.
  • Se ela for muito ativa, enrole-a parcialmente nas roupas, para reduzir seus movimentos.
  • Coloque um pedaço de tecido bem colorido e estampado sobre o seu ombro, para que o bebê tenha algo novo para olhar.

6 semanas a 4 meses: impulsos do crescimento

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Impulso do crescimento – um período que em geral dura um ou dois dias, e no qual o corpo do bebê exige alimento extra.Um exemplo, deste impulso, é a seguinte situação: o seu bebê dormia por 5 ou 6 horas e agora acorda em horários diferentes, isso em geral significa que ele está passando por um impulso de crescimento. Esses impulsos ocorrem pela primeira vez entre a sexta e a oitava semana e se repetem, daí em diante, cerca de uma vez por mês ou a cada seis meses. O impulso que ocorre no quinto ou sexto mês de vida geralmente é um sinal de que chegou a hora de introduzir alimentos sólidos.Agora, digamos que o seu bebê nunca dormiu bem e que ainda acorda duas vezes à noite. Ele também pode estar passando por um impulso de crescimento, mas já está criando um péssimo hábito de sono, e mamãe e papai o reforçam,alimentando-o quando acorda. Como saber a diferença? A dica é o padrão do despertar: em geral, as crianças que adquiriram o hábito acordam sempre no mesmo horário à noite – até seria possível ajustar o relógio para elas. Os bebês que acordam de maneira irregular estão geralmente com fome. Porém, a melhor dica é a ingestão: quando a mãe tenta alimentar a criança, ela toma a mamadeira ou mama, porque o corpo precisa do alimento extra ( se estiver passando por um impulso do crescimento); se ela mamar apenas algumas gramas, isso é evidência bastante conclusiva de que você está lidando com um padrão de sono, e não com um bebê faminto.

A precrição para o impulso de crescimento é sempre a mesma: aumentar a ingestão durante o dia; e se ainda não o fez, adicionar uma refeição à noite.Com os bebês que tomam mamadeira, aumenta-se em 28g o leite industrializado oferecido durante o dia. Com os bebês amamentados é um pouco mais difícil, porque você aumenta o tempo da mamada e não a quantidade. Portanto, se o bebê estiver em uma rotina de 3 horas, reduza-a para uma rotina de 2h30min. Com um bebê maior que está em uma rotina de 4 em 4 horas ( após os 4 meses de vida), você precisa voltar a alimentá-lo a cada 3 horas ou 3h30min.