Arquivo mensal: maio 2012

Baby Boti Mel

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Queridas mamães,

o meu filho ganhou,da sua tia Bebel, a colônia Baby Boti Mel e eu fiquei apaixonada. O cheiro é uma delícia. Tem notas de uva, lima, alecrim, mel, camomila, lavanda, jasmin, violeta,rosa, madeira, musk, baunilha, powdery, pimenta e sândalo. 
Puro cheirinho de conforto e aconchego para o seu anjinho ficar ainda mais irresistível.
Aplique em pequenas quantidades, no corpo e nas roupinhas do bebê. Descontinue o uso em caso de sensibilização. Evite o contato com os olhos. O produto foi formulado de maneira a minimizar possível surgimento de alergia. Não Contém Álcool Etílico. Dermatologicamente testado. Embalagem 100% plástica, para maior segurança dos bebês.

Equidade na família

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Retirado do livro ” As crianças aprendem o que vivenciam”.

“Sempre que ouço um pai ou mãe declarar que trata todos os filhos da mesma maneira, sei que não é verdade, pois isto é humanamente impossível. E, mesmo que fosse, não é necessariamente uma atitude desejável. As crianças precisam que nossa atenção seja direcionada para seus próprios e únicos pontos fortes e pontos fracos. O que pode ser justo para uma criança em uma família pode ser injusto para outra. Idades diferentes, necessidades diferentes, situações diferentes e personalidades diferentes exigem diferentes abordagens.Apesar dos esforços dos pais para tratar os filhos com equidade, a rivalidade entre irmãos permanece ativa na maioria das famílias. As brigas são em geral por causa de brinquedos, privilégios especiais, comida ou dinheiro, mas frequentemente o problema que está por trás de tudo é o favoritismo percebido. As crianças são muito sensíveis às formas como os pais expressam e distribuem sua energia, seu tempo, seu interesse e sua atenção.No fundo, toda criança quer se sentir tão importante e amada quanto as outras. Quando as crianças reclamam de favoritismo, vale a pena reservar um momento para examinar nossos verdadeiros sentimentos e atitudes que esses sentimentos podem estar transmitindo. É inevitável que surja algum tipo de competição e que irmãos sejam comparados uns aos outros. Entretanto, devemos ter cuidado para não promover sem querer uma atmosfera de rivalidade em casa. Às vezes, estratégias aparentemente inócuas para fazê-los cumprir obrigações têm efeitos colaterais que jamais imaginaríamos. Por exemplo, incentivar a competição entre as crianças para terminar tarefas ou fazer primeiro o dever de casa pode acabar preparando o terreno para as brigas. Ganhar, perder, quem é o primeiro,quem é o último, estes são conceitos mais apropriados ao atletismo, não à família. Queremos que irmãos e irmãs saibam avaliar seus próprios comportamentos e habilidades e que façam comparações com eles próprios, não entre si.Um modo de combater os sentimentos de favoritismo é dedicar um tempo especial a cada filho individualmente. Seja para uma refeição ligeira fora de casa, como um lanche ou café da manhã, um passeio de bicicleta ou uma caminhada na praia ou num parque. É uma oportunidade para estarem juntos e conversarem sem as interferências características do ambiente de casa. O pai ou mãe fica sabendo o que está ocupando a cabeça do filho- o que está acontecendo na escola, com os amigos e os irmãos-, e a criança tem um dos pais só para si durante um breve período de tempo. Essas conversas são importantes porque preparam os fundamentos para a comunicação durante os anos difíceis da adolescência. Além disso, passam uma mensagem preciosa:” Você é importante e nós nos preocupamos com o que você sente”. “

A aceitação incondicional ensina a amar

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Pessoal, estive meio sumida. O motivo é que estou vendo muitas coisas: batizado e festa de 1 ano, dá para acreditar? Pois é, ele ainda vai fazer cinco meses mas, por aqui, temos que reservar tudo antes;porque todos os cerimoniais ficam lotados. Depois conto mais sobre isso!! Mamães, comprei livros ótimos e estou ocupando os momentos de folga para ler bastante e passar o aprendizado e as dicas maravilhosas para vocês também. O último livro que lí foi: As crianças aprendem o que vivenciam- de Dorothy Law Nolte e Rachel Harris. Muitooo mas muito bom mesmo. Teve um capítulo que eu achei interessante e vou passar para vocês.

“A origem da palavra aceitação está associada à noção de trazer para nós mesmos, ou seja, receber. Quando aceitamos, “trazemos para nós” sem parar.É assim que mostramos a nossos filhos que eles são queridos e amados. Transmitimos nosso amor através de sorrisos, abraços, beijos e carícias, através do calor de nossa afeição, todos os dias, durante os anos da infância e quando eles se tornam adultos.Ao aceitar nossos filhos, incondicionalmente,deixamos de lado qualquer tendência nossa de querer mudar a maneira de ser deles, quem eles são.Para isso, às vezes temos de abrir mão de alguns de nossos sonhos mais caros e antigos. A mãe cuja filha prefere ler a dançar balé e o pai cujo filho descobre que gosta mais de química do que basquete têm de optar pelo que acham prioritário: viver seus sonhos através dos filhos ou oferecer a eles o apoio emocional e a aceitação de que precisam para encontrar e realizar seus próprios sonhos. Encarada dessa forma, talvez seja mais fácil fazer essa escolha, pois quando abrimos espaço para as esperanças das crianças se desenvolverem também tornamos nosso próprio mundo muito maior e muito mais rico. É parte desse processo fazer os filhos saberem que as suas realizações ou o fato de concordarem com nossos pedidos não são pré-requisitos para que sejam amados. O amor deve ser sempre concedido livremente e não oferecido como uma recompensa por bom comportamento. Nunca se deve ameaçar deixar de amar ou estabelecer condições, dizendo: “Assim, não gosto mais de você” ou ” Vou gostar muito de você quando…”. Alguns pais receiam que seus filhos “nunca mais se esforcem para conseguir coisa alguma” caso os aceitem incondicionalmente. Entretanto as crianças precisam se empenhar por objetivos e realizações, e não pelo direito fundamental de serem aceitas e amadas por seus pais. Aceitar os filhos incondicionalmente , porém, não significa tolerar comportamentos irresponsáveis ou inconvenientes. Podemos aceitar nossos filhos e ao mesmo tempo rejeitar suas atitudes inaceitáveis, mantendo regras e limites”.

” Crianças que estão certas de que são aceitas e amadas possuem a força interior indispensável para perseguir seus objetivos e criar laços com outras pessoas.E as crianças que são cercadas de carinho e que recebem a aceitação e o amor de que tanto precisam aprendem a gostar de si mesmas. Quando crescem sabendo que merecem ser amadas e esperando ser amadas, estão preparadas para dar e receber amor, bem como para manter relacionamentos afetivos. Seja o que for que fizerem na vida, certamente nada se igualará a isso”.

 

Aplicativo que é uma segunda mãe

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Para os papais e mamães de primeira viagem, que ficam aflitos só de pensar em não saber o motivo do choro dos seus pequenos, a tecnologia pode ser praticamente uma segunda mãe. É inusitado, mas já existem aplicativos para celular que são capazes de reconhecer o choro das crianças. É o caso do “Cry Translator”, disponível para iPhone. Ele se baseia em cinco tipos de choro universais (fome, sono, estresse, chateação e tédio), reconhece o possível motivo do choro e dá dicas do que os pais podem fazer para tentar acalmá-lo.

15 mitos e 7 verdades sobre o desenvolvimento do bebê

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Desenvolvimento

 Nasceu com olhos claros? pode ser que mude

Verdade. Para a maioria dos bebês vai acontecer até o sexto mês. Isso porque recém-nascidos têm uma quantidade pequena de melanina, uma substância presente na íris responsável pelo efeito de cor nos nossos olhos. A quantidade de melanina que vai ser produzida nos primeiros meses foi definida geneticamente. Por isso, algumas crianças nascem com olhos azuis-acinzentados que, aos poucos, mudam de cor.

 Se não engatinhar, vai demorar para andar

Mito. Não tem problema nenhum se ele pular o engatinhar e ir direto para a marcha. O importante é que pontos considerados marcos no desenvolvimento, como sentar, tenham acontecido, o que mostra que ele tem um bom desenvolvimento neurológico e motor. Quando tiver tônus muscular na coluna vertebral, nos membros inferiores e nos músculos que sustentam a cabeça, e sentir confiança, vai tentar ficar em pé. Você pode estimular também. Fique de um lado do sofá e chame-o para que ele vá até você. Cerca de 70% das crianças vão andar até 1 ano e 4 meses, 90% até 1 ano e 6 meses e as demais até 1 ano e 8 meses.

 Seu filho só vai aprender a dormir bem depois do primeiro ano

Mito. A maioria é capaz de dormir bem muito antes disso – alguns pediatras afirmam que bebês com 2 meses conseguem descansar a noite toda. O segredo é estabelecer uma rotina. A partir do final da tarde, não faça brincadeiras que o estimulem demais. Crie um ritual para a hora do sono. Dê um banho, coloque-o para dormir, conte uma história. Se ele acordar, volte e acalme-o sem tirá-lo do berço. Assim, ele aprende que ali é o lugar dele descansar e sabe que você vai estar por perto quando precisar.

 O recém-nascido não enxerga como o adulto

Verdade. Mas não vê em preto e branco. Ele percebe diferentes tonalidades, e prefere as vibrantes. No começo, ele enxerga com nitidez o que estiver a 30 centímetros de distância. Com 2 meses, fixa o olhar e foca objetos. Com 3, vai conseguir acompanhar o deslocamento de pessoas. A capacidade de enxergar em um sentido tridimensional aumenta e, com 1 ano, a criança tem a mesma visão que um adulto.

 Todo bebê sabe nadar

Mito. O fato dele se movimentar bem na água é um reflexo do período em que ficou dentro da sua barriga, no líquido aminiótico (fluído que envolve o feto). Para que ele aprenda a nadar, precisa fazer aulas junto com um dos pais. Não é um consenso, mas a maioria dos especialistas afirma que ele poderia entrar na piscina com 6 meses. De qualquer maneira, é importante que a criança possua sustentação da região cervical e tenha sido vacinada conforme o calendário.

 Bebê não pode brincar com tinta

Mito. Basta escolher uma de boa qualidade (não tóxica), ficar ao lado do seu filho e curtir as primeiras experiências com tinta. Ele vai descobrir novas texturas e movimentos com as mãos, perceber que é capaz de produzir algo e se apaixonar pelas cores. Esse ganho cognitivo permite, no futuro, que ele seja mais criativo. Mas vale um lembrete: essa brincadeira tem que ser fonte de prazer para os pais também. Se você respira fundo só de imaginar tinta espalhada pela casa ou no rostinho dele, melhor propor outra atividade.Se a criança percebe que aquilo é motivo de tensão, então não vai aproveitar tanto quanto poderia. Ela precisa estar livre para brincar.

Amamentação e saúde

Chupeta não entorta os dentes do bebê
Verdade. Dificilmente o uso de chupeta durante o primeiro ano provocará alterações dentárias, fazendo com que os dentes nasçam tortos ou fora de posição. Até os 12 meses os bebês têm, em média, oito dentes, e não há tempo hábil para que as transformações ósseas aconteçam. Essas alterações, se ocorrerem, vão ser percebidas entre 18 e 24 meses, quando é hora do seu filho abandonar o acessório. Se você quiser dar a chupeta, deixe que ele use por períodos curtos.

Cerveja preta aumenta a produção de leite
Mito. De jeito nenhum – e o consumo de bebidas alcoólicas é proibido durante a amamentação. Existe, no entanto, uma explicação para essa crendice. A cerveja é diurética, então você faz xixi mais vezes, e isso faz com que consuma mais líquido. A melhor maneira de garantir uma boa produção de leite é colocando seu bebê para mamar (isso funciona como um estímulo) e bebendo bastante líquido – até sopa conta!

Bebê que dorme de barriga para cima pode regurgitar e esgasgar
Mito, Mito, Mito! Dormir de barriga para cima é a posição mais segura para evitar a morte súbita (quando o bebê com menos de 1 ano morre, enquanto dorme, de forma inesperada). Se você tem medo que seu filho engasgue caso regurgite, saiba que isso não ocorre porque o líquido, em geral uma quantidade pequena, escorre pelos lados da boca.

Acorde-o para mamar nos primeiros meses, sempre
Mito. Se o bebê está crescendo e ganhando peso corretamente, você não precisa despertá-lo nem durante o dia nem de madrugada. Siga o esquema da livre demanda e ofereça sempre que seu filho quiser. Mas dois casos são exceções. Nas primeiras quatro semanas, alguns pediatras recomendam que você acorde o bebê caso ele não desperte para mamar a cada quatro horas. Se esse tempo é ultrapassado, ele pode desenvolver hipoglicemia (baixa quantidade de açúcar no sangue), o que pode levar a uma sonolência profunda e, em alguns casos, provocar lesões neurológicas. Outro caso que merece atenção são os bebês prematuros. Se precisar acordá-lo, trocar a roupinha já é suficiente para que ele abra os olhos.

Mãe ansiosa, bebê com cólica
Verdade. Não existe nenhuma comprovação científica, mas os médicos afirmam que essa insegurança deixa a criança mais agitada, sim. Nos primeiros 3 meses, por conta da imaturidade do sistema digestivo, as cólicas são comuns. Depois, tendem a desaparecer. Para você se sentir mais calma, é fundamental que tenha as melhores informações. Esclareça suas dúvidas com o pediatra e veja no blog mais dicas para lidar com as cólicas.

Colocou na escola? Logo ele vai ficar doente
Verdade. Até os 2 anos, o sistema imunológico do seu filho não está totalmente desenvolvido, e isso o deixa mais suscetível a infecções. Em um ambiente com muitas crianças, maiores são as chances de pegar alguma doença, como gripes e resfriados. Por outro lado, ele vai ganhando resistência e fortalecendo o sistema de defesa do organismo.

Papinha tem que ser batida no liquidificador, sempre
Mito. Ela nunca deve ser batida (nunca!) porque fibras e nutrientes são perdidos. Outro problema é que a criança não aprende a diferenciar o sabor e a textura de cada ingrediente, o que não favorece a alimentação dela no futuro. O melhor é passar na peneira nas primeiras vezes e, a partir de 7 meses, amassar com um garfo. Dessa maneira é estimulada a mastigação, o desenvolvimento da musculatura facial e o nascimento dos dentes, que influenciam também a fala.

Se fizer cara feia para a comida é porque não gostou
Mito. Espere por muitas caretas quando seu filho começar a comer as papas, sejam as de frutas ou as salgadas, porque o paladar dele desconhece esses novos sabores, e a primeira reação é cuspir tudo e fazer uma cara bem feia. Não desista e vá em frente. Quando você menos imaginar (e não vai demorar), ele vai estar abrindo a boca para ganhar uma colherada. Para que ele se acostume, é importante não oferecer os ingredientes misturados. Se ele recusar, tente novamente. Alguns médicos recomendam oferecer o mesmo alimento pelo menos 12 vezes e de maneiras diferentes: um dia assado, no outro, cozido, e assim por diante.

Cachorro “dá” alergia em bebê
Mito. Não é uma regra. Cerca de 20% das crianças vão ter algum tipo de alergia. Dessas, 30% são sensibilizadas por animais. Funciona assim: o organismo da criança entra em contato com o agente (nesse caso, o pelo do animal) e o sistema imunológico encara aquela substância como algo perigoso. Mas não acontece com todo mundo, e um estudo norte-americano mostrou que o contato precoce com animais, desde os primeiros meses de vida, pode ter o efeito oposto: ele fez que com que algumas crianças não desenvolvessem alergia. Além de fortalecer o sistema imunológico, o convívio com esses bichos facilita a socialização do seu filho.

Comportamento

DVD educativo deixa o bebê mais inteligente
Mito. Há DVDs que prometem estimular seu filho e até encorajá-lo a descobrir o mundo. Mas nessa idade o bebê aprende se relacionando com outras pessoas. Mauro Muszkat, neurologista, coordenador do núcleo de atendimento neuropsicológico infantil interdisciplinar do departamento de psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo, explica que, caso a criança assista a muita TV, pode até ter problemas no seu desenvolvimento. “As imagens são tão rápidas que o cérebro desenvolve menos o córtex pré-frontal, área que envolve a manipulação e o armazenamento de informações, o que gera dificuldade para se concentrar.” A Associação Americana de Pediatria não recomenda programas televisivos ou em qualquer outra mídia para crianças com menos de 2 anos.

Bebê não entende discussão de adulto
Mito. A criança pode não compreender o que está sendo dito, mas percebe o ambiente estressado e as vozes alteradas dos pais. Aí, sente-se insegura e angustiada, e pode chorar e até acordar de madrugada. E o impacto não é momentâneo. Ela leva essas questões ao longo da vida. “Pode se tornar uma criança tímida, que tem dificuldade de se relacionar, ou o contrário, e ser impulsiva, que só sabe pedir alguma coisa gritando”, afirma Marta Pires Relvas, neurobióloga e psicopedagoga, professora de neurociência e aprendizagem da Faculdade Integrada AVM (RJ).

Se bater no rosto de alguém, é porque vai ser agressivo
Mito. Isso faz parte do comportamento dele. Pode ser uma forma de fazer carinho – e aí você precisa ensinar o jeito certo – ou uma maneira de chamar atenção porque percebeu que você ficou atento ao que aconteceu. Tenha paciência e não encare como um tapa. Explique que não é legal e que pode machucar.

Recém-nascido pode viajar de avião
Verdade. Converse com o pediatra e veja as regras para embarque com a companhia aérea. A TAM, por exemplo, permite que bebês com oito dias viajem mediante atestado médico. Na decolagem e no pouso, para aliviar a pressão, amamente. E fique tranquilo: recém-nascidos não têm mais chances de desenvolver dor de ouvido que qualquer outra criança mais velha. Se a viagem não for imprescindível, espere ele completar 3 meses, porque aí o sistema imunológico vai estar mais fortalecido.

Não faz diferença ler histórias para bebês
Mito. Seu filho pode não entender o conteúdo de um conto dos Irmãos Grimm, mas, com poucos meses, vai começar a construir uma história com o próprio imaginário a partir da maneira como você conta e a entonação da voz que usa. Essas imagens estão relacionadas com a linguagem: significa que ele vai ter mais familiaridade com as palavras, conseguir se expressar melhor e ser um bom ouvinte. E ali tem início o primeiro contato dele com a literatura infantil.

Festa deixa a criança agitada
Verdade. Algumas ficam mais sensíveis, choram e podem ter até dificuldade para dormir. Mas não significa que você não possa sair com seu filho. Nos primeiros meses, prefira festas menores, em que o som não é tão alto e onde você possa deixá-lo em um local tranquilo quando chegar a hora dele descansar.

Vai dar bronca? Nem adianta!
Mito. Adianta, sim, mas não é uma bronca. Você tem que explicar por que ele está sendo repreendido. É provável que seu filho tente de novo, e de novo… Repita a explicação quantas vezes for necessário. Durante toda a infância você vai ter que falar, e explicar, e repetir de novo. Isso é educar. E sempre com toda a paciência do mundo.

O pai na sala de parto

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Tinha um certo receio do meu marido não acompanhar o trabalho de parto; ele sempre falava que não gostava de ver sangue, que não era médico e que só iria atrapalhar. Mas o resultado foi outro; ele não só entrou na sala como filmou tudinho e também tirou fotos.Lembro de ficar falando para ele, durante o parto:”Amor, não fica olhando o médico cortar minha barriga não, para vc não desmaiar”. Rsrsrsrs

A verdade é que eu acho muito importante o marido participar deste momento único do casal e para que isso aconteça, veja como encorajar e dar aquele empurrãozinho para seu marido entrar na sala de parto e curtir a chegada do bebê com você:

  • Leve-o em todas as consultas. Assim, ele consegue esclarecer dúvidas com o obstetra.Fazer, juntos,um curso de gestante ajuda também.
  • Peça para aquele amigo que acabou de ser pai mostrar as fotos ou a gravação do parto. Esse momento é emocionante e vai contagiar seu marido.
  • Diga a ele que não precisa(nem deve) ficar circulando pela sala de parto. O melhor lugar é ao seu lado. Ali, ele traz segurança para você- e,de quebra, não atrapalha a equipe médica.
  • O dia do parto também precisa ser gostoso para ele. Não esqueçam de pegar máquina fotográfica ou câmera, comidinhas(ele precisa cuidar da alimentação, porque ficar muito tempo sem comer pode causar mal-estar) etc. Tudo para receber com a maior alegria o filho de vocês. E é ele que vai mostrar o bebê para todo mundo da família.

Mudança na atenção ao parto vai diminuir cesáreas, diz Ministério da Saúde

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Mais da metade dos bebês brasileiros nasce de parto cesárea, segundo pesquisa do Ministério da Saúde. Em 2010, o número chegou a 52% somando a rede pública e a privada. “O aumento da cesárea é uma questão cultural. O modelo hoje adotado pelo Brasil induz a esse aumento, porque é centrado no mito da tecnologia, como mais segura do que a própria natureza, e vários outros mitos em relação ao parto”, explica Esther Vilela, Coordenadora de Saúde da Mulher, do Ministério da Saúde. Em entrevista à CRESCER, Esther falou sobre a principal iniciativa do governo para melhorar a situação do parto no Brasil, a Rede Cegonha. “Vamos promover a qualificação da rede de atenção à mulher e ao bebê, constituir um novo modelo de atenção ao parto e a reduzir da mortalidade materna e neonatal”. Os cerca de R$ 9,4 bilhões do projeto devem ser investido até 2014. Saiba mais na entrevista completa.

CRESCER: O que o Ministério da Saúde está fazendo com relação ao alto índice de cesáreas no Brasil?
Esther Vilela
: A Rede Cegonha é a estratégia atual do governo brasileiro para enfrentar desafios como o aumento da cesárea, a mortalidade materna e neonatal e a mudança necessária do nosso modelo de atenção ao parto e nascimento. E nós sabemos que para reduzir essa mortalidade, precisamos enfrentar o desafio do alto índice de cesárea que temos no país. Uma coisa vem junto com a outra. O aumento da cesárea é uma questão cultural. O modelo hoje adotado pelo Brasil induz a esse aumento, porque é centrado no mito da tecnologia, como mais segura do que a própria natureza, e vários outros mitos em relação ao parto. No sistema público, o modelo de atenção ao parto e nascimento é muito traumatizante, precisamos melhorar os ambientes das maternidades, ressignificar o momento do parto como um momento de celebração das famílias, e trazer mais o protagonismo e a autonomia das mulheres para essa cena.

C: E como vão funcionar essas iniciativas da Rede Cegonha na prática?
E.V.:
Começa com a qualificação do pré-natal, com a captação precoce da gestante, o incremento dos exames, como o teste rápido de gravidez, sífilis e HIV, a criação de um mapa de vinculação, para que a gestante saiba já no pré-natal onde vai parir, para diminuir e acabar com a peregrinação das mulheres no momento do parto. E nas maternidades estamos investindo recursos para adequar os ambientes ao que hoje são as boas práticas de atenção ao parto e nascimento: o acolhimento completo da gestação de risco, a privacidade das mulheres no momento do parto, a garantia do acompanhante na hora do parto, o acesso a métodos não farmacológicos de alívio a dor, como a banheiro e o chuveiro, um espaço para ela caminhar, outros espaços para que ela possa ter o bebê em outras posições. Todas essas adequações nós estamos propondo pela Rede Cegonha, e também a construção da Casa de Gestante e Bebê, que são espaços para gestantes de risco ficarem próximas às maternidades sem precisar ocupar um leito e ficar dentro do hospital, e de centros de parto normal, que são espaços também ao lado das maternidades, mas diferentes do ambiente hospitalar, nos quais a mulher pode ter o seu bebê com segurança, com acesso a uma cesárea caso precise, mas num ambiente mais leve, mais parecido com o domicilio. Estamos investindo também na formação dos profissionais já com esse novo olhar, na qualificação dos profissionais que já estão atuando. Tudo isso está sendo previsto e construído na Rede Cegonha com propostas ousadas para os Estados e municípios aderirem ao programa, e a resposta tem sido positiva com relação às mudanças.

C: Existe uma previsão de quando as ações começarão a acontecer de fato?
E.V
.: Algumas regiões já mandaram os planos de ação regional para o Ministério, que está avaliando tecnicamente para repassar os recursos para que essas regiões qualifiquem a sua rede de atenção materna e infantil dentro dos critérios da Rede Cegonha. É um processo demorado, mas muitas regiões já estão se mobilizando para pensar em mudanças independente disso. É claro que constituir uma rede é um processo, e não são tantas estruturas que precisamos mudar, mas sim os processos que perpassam essas estruturas. E para isso precisamos sentar com as equipes de cada região, pactuar, combinar, tirar dúvidas, formar conceitualmente qual é esse novo paradigma.

Fonte: Revista Crescer