Filme: O renascimento do parto

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O último CineMaterna que fui, foi para assistir o documentário Renascimento do Parto, dirigido por Eduardo Chauvet. O longa contou com a pesquisa, roteiro e produção de Érica de Paula, que é formada em psicologia pela Universidade de Brasília, tem formação em Medicina Tradicional Chinesa, é professora de acupuntura aplicada à ginecologia e doula, profissional que acompanha o perinatal dando apoio emocional e físico à mulher em trabalho de parto.

O filme retrata a grave realidade obstétrica mundial e, sobretudo brasileira, que se caracteriza por um número alarmante de cesarianas ou de partos com intervenções traumáticas e desnecessárias, em contraponto com o que é sabido e recomendado hoje pela ciência. Tal situação apresenta sérias conseqüências perinatais, psicológicas, sociais, antropológicas e financeiras. Através dos relatos de alguns dos maiores especialistas na área e das mais recentes descobertas científicas, questiona-se o modelo obstétrico atual, promove-se uma reflexão acerca do novo paradigma do século XXI e sobre o futuro de uma civilização nascida sem os chamados “hormônios do amor”, liberados apenas em condições específicas de trabalho de parto.

O Renascimento do Parto conseguiu arrecadar R$ 142.351,00 por meio de crowdfunding e assim viabilizar o lançamento do documentário nos cinemas. A minha opinião é a seguinte: gostei muito do documentário. Até porque tudo que possa me acrescentar de informações, me interessa. O fato, é que eu evito falar sobre esse assunto porque sinto que muitas pessoas, principalmente as que participam de comunidades na internet, são super radicais. Querem impor sua opinião de qualquer forma, como se a opinião delas fosse a única verdade existente. E isso não é só quanto ao tipo de parto, mas amamentação etc.

Me cansei de ver algumas mães relatando sua experiência e pedindo ajuda, em alguma comunidade, e estas sendo quase apedrejadas em praça publica pelas outras mães. Que vergonha alheia! que falta de sensibilidade e solidariedade. Cansei de falta de respeito e sai de todos as comunidades que participava! Parece que as pessoas não aprendem de uma vez por todas, que nem sempre o que é melhor para o seu filho não é para o meu. Cada um tem o direito de dar sua opinião, mas com ela tem que vir o mínimo de educação também.

Eu acho lindo quem tem parto normal. Quando soube que estava grávida fui ver vídeos, pesquisei, procurei um médico etc. Mas ao longo do tempo optei pela cesárea. Sim…eu realmente acho que muitos médicos nos induzem a fazer uma cesárea: por comodidade, por ficarem horas e horas à disposição da grávida e entretanto, receberem super mal para isso etc. Absurdo?? sim!! e claro, existem ainda mulheres que por medo, complicação na gravidez ou por falta de vontade mesmo, não querem ter um parto normal.

Acredito que o deve ser válido, nesse debate todo é a vontade da grávida. Se ela sempre desejou ter um parto normal e se ela tem condições para realizar esse procedimento, ótimo! o médico tem o dever de acompanha-la e apoiar a sua vontade. Caso queira realizar uma cesárea, o medico deveria lhe informar sobre os dois tipos de parto, e por fim ela que decida. O que não pode é uma mulher, que já está super sensível, se sentindo cansada, estando cheia de medos, duvidas, receios e querendo o bem do seu maior tesouro ser enganada e “obrigada” a ser submetida a algo que ela nunca quis ou desejou. Porque isso sim, traz danos ao bem estar dessa mulher e desse bebê. Grávidas devem ser respeitadas por seus médicos e familiares e ponto final. Porque tem isso também: muitas vezes a grávida deseja um tipo de parto e não é apoiada, nem pela própria família e por isso, deixa de lado sua vontade para agradar os demais. O resultado são mulheres frustradas, se sentido culpadas e se achando menos mãe por isso.

 

 

 

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Sobre Mães de Plantão

Sou jornalista de formação, blogueira por paixão, esposa e full time mom de uma belíssima dupla: Henrique e Joaquim; uma mamãe ocupada por opção e de coração! Mães de Plantão é um blog com conteúdo voltado especialmente para mães, gestantes ou ainda, apenas simpatizantes desse grande projeto de vida chamado “ter filhos”. Logo que me tornei mãe, surgiu a vontade de compartilhar dicas e informações que fossem úteis para outras mães, com opiniões colocadas de uma forma bem direta, leve, descontraída e acima de tudo, honesta. Todo o conteúdo é criado e selecionado com muito carinho antes de ser publicado porque sei o quanto ficamos felizes e aliviadas quando encontramos alguém para dividir os mesmos dilemas deste, imenso,universo infantil.. Este blog serve para ajudar as mães de primeira viagem que assim como eu, sonharam por este momento único em suas vidas e querem dar o melhor de sí para este novo ser, que de alguma forma nos torna uma pessoa melhor a cada dia. Tornam sim, não por mágica. Tornam-nos melhores porque se não queremos que gritem não podemos gritar. Porque se não queremos que mintam não podemos mentir. Porque temos de cumprir o que prometemos se queremos que o façam algum dia. Aprendemos depressa que se queremos que não façam não podemos fazer. Sim, os filhos têm esse dom. O dom de nos obrigarem a pensar no que fazemos.

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