Livro: Quem ama, educa – Içami Tiba

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Não me lembro de ter perdido, uma única vez que fosse a paciência com meus filhos. Tenho milhares de defeitos, mas realmente fui abençoada com o dom da paciência quase infinita com crianças. Eles ainda são bebês, mas o Henrique agora com dois anos já tem seus ataques de birra, teimosia etc. Mas mesmo assim, não me atinge. O problema é que diante das mães e pais, que me rodeiam…eu acabo me questionando se estou sendo muito permissiva com meus filhos.

Vejo minhas vizinhas, que tem filhos com a mesma idade que os meus, educando seus filhos de forma mais rígida: brigam, botam de castigo, dão até alguns tapas… Pois bem, e eu persisto em continuar do meu jeito: com paciência, paciência e paciência…posso estar errada, muito errada mas, para mim, ele ainda é um bebê. Está começando a vida agora, aprendendo a discernir o certo do errado e cá entre nós…pelo menos o meu, não faz nada tão errado que mereça uns tapas ou ficar de castigo. Ele quer brincar, desvendar o que o rodeia. Mas aí vem aqueles pais que me dizem: ” quando meu filho joga alguma coisa no chão, que não pode, o coloco de castigo”. “Se fizer tal coisa, dou uns tapas e o coloco sentando etc”. “Se você não colocar rédeas nele, ele vai achar que pode fazer tudo que quer e não vai te obedecer nunca mais”.

Mas será que devo fazer isso mesmo?? bater, castigar etc. só para mostrar autoridade, para mostrar para ele que quem manda aqui sou eu e que ele deve me obedecer. Não sei..!!

Claro, que tudo tem um limite; que ele não pode fazer só o que quer…óbvio que as vezes falo: NÃO de uma forma mais séria e isso basta, para ele abrir o berreiro e me pedir desculpas. Mas bater, acho demais!! Me desculpem, os que realmente seguem esta linha. Podem me acusar de estar deseducando-o!! mas vou continuar dando carinho, carinho e mais carinho. Enquanto ele for bem pequeno vou tentar direciona-lo pela conversa; desviar seu foco do que não pode para algo permitido etc.

Estou lendo o livro Quem ama, educa! Muito bom!! Este livro tem o objetivo de devolver para a família a responsabilidade de educar os filhos, hoje atribuída à escola, dada a nova dinâmica familiar e profissional da sociedade ocidental. O autor se propõe a ajudar os pais nessa empreitada reforçando a importância de valores e atitudes como limites e diálogo. Ressalta também que os pais devem se sentir tranquilos em relação à educação dada a seus filhos na medida em que lhes transmitem a responsabilidade pela própria felicidade dando-lhes a autonomia de que eles certamente precisarão na vida adulta. Por fim, fica marcada a idéia de que os pais têm de garantir uma boa educação, que fizeram à sua parte da melhor maneira e assim contribuir para que seus filhos sejam felizes.

Fica a dica, de leitura!

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Sobre Mães de Plantão

Sou jornalista de formação, blogueira por paixão, esposa e full time mom de uma belíssima dupla: Henrique e Joaquim; uma mamãe ocupada por opção e de coração! Mães de Plantão é um blog com conteúdo voltado especialmente para mães, gestantes ou ainda, apenas simpatizantes desse grande projeto de vida chamado “ter filhos”. Logo que me tornei mãe, surgiu a vontade de compartilhar dicas e informações que fossem úteis para outras mães, com opiniões colocadas de uma forma bem direta, leve, descontraída e acima de tudo, honesta. Todo o conteúdo é criado e selecionado com muito carinho antes de ser publicado porque sei o quanto ficamos felizes e aliviadas quando encontramos alguém para dividir os mesmos dilemas deste, imenso,universo infantil.. Este blog serve para ajudar as mães de primeira viagem que assim como eu, sonharam por este momento único em suas vidas e querem dar o melhor de sí para este novo ser, que de alguma forma nos torna uma pessoa melhor a cada dia. Tornam sim, não por mágica. Tornam-nos melhores porque se não queremos que gritem não podemos gritar. Porque se não queremos que mintam não podemos mentir. Porque temos de cumprir o que prometemos se queremos que o façam algum dia. Aprendemos depressa que se queremos que não façam não podemos fazer. Sim, os filhos têm esse dom. O dom de nos obrigarem a pensar no que fazemos.

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