A criança Hiperativa

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Parece que a hiperatividade virou moda. Todas as crianças agitadas e ansiosas são classificadas como hiperativas, o que não é algo tão comum e corriqueiro assim. É muito difícil fazer este diagnóstico, mesmo porque a hiperatividade pode ser oriunda de uma condição neurológica ou ser transmitida geneticamente.

A hiperatividade, hoje em dia, é chamada de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Existem vários tipos de TDAH: sem hiperatividade, com ansiedade, com depressão, com outros distúrbios de aprendizagem, com agitação ou mania, com abuso de substâncias, com comportamento de alto risco, com estímulos fortes, com estados dissociativos, com características de personalidades limítrofes, com distúrbio de conduta ou de oposição, com distúrbio obsessivo-compulsivo.

É preciso muita calma antes de distribuir rótulos. Não basta a criança ser um pouco mais levada para merece este.

O transtorno de déficit de atenção inicia-se antes dos 7 anos de idade e apresenta, por no mínimo seis meses, pelo menos oito dos itens a seguir. A criança:

  • Mexe incessantemente as mãos ou os pés, ou se contorce no assento de maneira inquieta.
  • Tem dificuldade e permanecer sentada quando lhe pedem.
  • É facilmente distraída por estímulos externos.
  • Tem dificuldade de esperar sua vez em situações de jogos de grupo.
  • Frequentemente responde a perguntas de forma abrupta, sem esperar que o interlocutor conclua.
  • Tem dificuldade de acompanhar instruções dadas pelos outros.
  • Sente dificuldade de manter a atenção nas tarefas que realiza ou nas atividades que pratica.
  • Muda sempre de uma atividade incompleta para outra.
  • Tem dificuldade de brincar em silêncio.
  • Costuma falar demais.
  • Muitas vezes interrompe ou invade a fala dos outros.
  • Em geral não presta atenção ao que está sendo dito.
  • Costuma perder detalhes que são necessários à realização de tarefas ou atividades na escola ou em casa.
  • Envolve-se com frequência em atividades físicas perigosas, sem levar em consideração as possíveis consequências.

A maneira de lidar com tal problema começa com a busca de um bom diagnóstico por um profissional competente. Uma vez confirmado, siga o tratamento indicado. É importante saber que a hiperatividade não é de forma alguma uma doença limitante ou incapacitante, apenas torna a vida do seu filho (e a sua também) um pouco mais trabalhosa. Trabalhosa porque essas crianças são mais esquecidas, distraídas, querem fazer várias coisas ao mesmo tempo, e isso às vezes atrapalha.

Ajuda se você:

  • Contar a verdade. Como as crianças hiperativas são mais esquecidas, precisam escrever lembretes, seguir rotinas, fazer jogos de atenção e memória.
  • Usar e abusar de elogios.
  • Buscar o apoio de um professor para ajudar seu filho na organização das tarefas escolares. Não coloque em risco o seu vínculo afetivo. Se puder, preserve seu papel de mãe ou de pai. Deixe o de professor para alguém especializado.
  • Orientar na organização de seu tempo. Um despertador costuma ser um bom auxílio.
  • Reservar um dia da semana para ficar de papo para o ar. Essas crianças precisam muito de um dia de descontração.
  • Seguir uma rotina. É fundamental ter uma constância, inclusive educacional.
  • Escolher a escola com atenção. Escolas que têm uma proposta de educação mais rígida, tradicional, fortes cobranças pedagógicas e disciplinares farão com que seu filho se sinta mal.

Segundo pesquisas, o TDAH atinge aproximadamente 5% da população infantil mundial e mais da metade dos casos continua até a idade adulta.

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Sobre Mães de Plantão

Sou jornalista de formação, blogueira por paixão, esposa e full time mom de uma belíssima dupla: Henrique e Joaquim; uma mamãe ocupada por opção e de coração! Mães de Plantão é um blog com conteúdo voltado especialmente para mães, gestantes ou ainda, apenas simpatizantes desse grande projeto de vida chamado “ter filhos”. Logo que me tornei mãe, surgiu a vontade de compartilhar dicas e informações que fossem úteis para outras mães, com opiniões colocadas de uma forma bem direta, leve, descontraída e acima de tudo, honesta. Todo o conteúdo é criado e selecionado com muito carinho antes de ser publicado porque sei o quanto ficamos felizes e aliviadas quando encontramos alguém para dividir os mesmos dilemas deste, imenso,universo infantil.. Este blog serve para ajudar as mães de primeira viagem que assim como eu, sonharam por este momento único em suas vidas e querem dar o melhor de sí para este novo ser, que de alguma forma nos torna uma pessoa melhor a cada dia. Tornam sim, não por mágica. Tornam-nos melhores porque se não queremos que gritem não podemos gritar. Porque se não queremos que mintam não podemos mentir. Porque temos de cumprir o que prometemos se queremos que o façam algum dia. Aprendemos depressa que se queremos que não façam não podemos fazer. Sim, os filhos têm esse dom. O dom de nos obrigarem a pensar no que fazemos.

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  1. Olá, apareceu recentemente na mídia uma entrevista com o inventor do diagnóstico de hiperatividade para crianças em que ele admite, claramente, que se trata de uma doença inventada. Aqui: http://www.worldpublicunion.org/2013-03-27-NEWS-inventor-of-adhd-says-adhd-is-a-fictitious-disease.html Ou seja, não existe hiperatividade. Cuja função é apenas servir ao lucro da indústria farmacêutica. Como boa parte dos diagnósticos de doenças mentais existentes em nossos tempos. Melhor não comprar assim tão facilmente esse tipo de classificação e se informar muito bem antes de encaixar seu pequeno em uma lista de sinais e sintomas.

    • Ei!!! Também acredito muito nisso. Por isso, que escrevi que é muito difícil diagnosticar e o perigo que é rotular uma criança como hiperativa. Médicos adoram ver uma criança agitada, para logo indicarem remédios etc.Vou ler o que me mandou…obrigada!!

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