Attachment Parenting – A Essência do Apego

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Olá Mães de Plantão,

eu na verdade não conhecia a  expressão “Criação com apego” até ver uma matéria na televisão, com relatos de famílias que se dizem adeptas desta criação. Esta expressão pode levar à falsa conclusão de que crianças assim criadas estão sendo ensinadas a se apegar às coisas ou às pessoas no sentido material. Mas não. A proposta é absolutamente diferente disso.
O nome vem da tradução literal do termo em inglês “attachment parenting“. Muitas sugestões existem como variações desse nome, justamente para evitar a má interpretação, como: criação com afeto, criação com vínculo, criação com disponibilidade, criação com empatia, criação com segurança emocional.
Quando se fala em “criação com apego”, muitas pessoas repelem a discussão por puro desconhecimento e preconceito. Ao contrário do que se pensa quando não se conhece, não se pretende com essa proposta, crianças grudadas nos pais. Pelo contrário: pretende-se a criação de seres seguros, autoconfiantes e empáticos justamente porque a eles foi dada total segurança emocional.

Estudos apontam que bebês nascem com necessidades fortes de proximidade física com seu cuidador durante os primeiros anos de vida. Essas necessidades são resumidas em: proximidade, proteção e previsibilidade. Os bebês choram, reclamam, sugam -são suas formas de ter a mãe por perto. Ao crescer se sentindo segura em sua relação com a mãe, o bebê se sente confiante para explorar e desenvolver relações fortes e saudáveis com outras pessoas importantes em suas vidas. Cada família é única, com necessidades e recursos próprios.

Os oito princípios do Attachment Parenting

1- Preparar-se para gravidez, parto e paternidade.

Tornar-se física e emocionalmente preparada para gestação e o parto. Procure conhecer a  assistência e ambiente do parto, conheça as rotinas hospitalares com os bebês.

A maneira como se inicia a relação ajuda a formação do vínculo. Os primeiros dias e semanas são muito importantes, mas não é um “agora ou nunca”.

Conhecer os estágios do desenvolvimento infantil, para tornar as expectativas reais e ser flexível.

Nascer com respeito é um primeiro momento, é a recepção que estamos dando a esse ser que vem ao mundo.

2-Alimentar com amor e respeito

A amamentação é nutricional e emocionalmente perfeita. Uma forma certeira de formar o vínculo seguro entre mãe e bebê. É um exercício de leitura do bebê. Ajuda a ler as pistas, a linguagem corporal é o primeiro passo para conhecê-lo. A amamentação cria a química perfeita. Quando não acontece, é importante adotar formas de nutrir que permitam a relação física e emocional.

3-Responder com sensibilidade

Construa o fundamento de confiança e empatia já no começo. Sintonize-se no que seu bebê está comunicando a você. Responda consistente e apropriadamente. Bebês não sabem se acalmar sozinhos, atente-se ao seu choro. A resposta sensível constrói a confiança. Os pais constroem gradualmente a confiança em sua capacidade de responder às necessidades do bebê corretamente. Bebês não choram para manipular, eles não têm esse raciocino ainda, o choro é sua maneira de comunicar. Cuidado com os conselhos do tipo: deixar chorar, não acostumar mal, não mimar e etc. Confie em sua intuição, pouco a pouco ela aflora.

Os bebês precisam de pais calmos, carinhosos e empáticos para ajudá-los a aprender a regular suas emoções. Responda à uma criança que está magoada ou expressando uma emoção forte. Compartilhe de suas alegrias sempre.

4- Use o toque:

O toque fornece ao bebê contato físico, afeto, segurança, estímulo e movimento.

Use Babywearing (carregadores de bebês) do tipo sling, wrap e companhia.

Massagem

A forma como toca e carrega o bebê é essencial para seu desenvolvimento. Não deixá-lo no estado de pacote, para não se fechar sobre si mesmo, permitir que ele tenha confiança em si através da sua própria corporalidade. Por que o toque é tão importante?

Existem muitos tipos de memórias, as que você pode trazer à consciência são lembranças, mas existem aquelas que deixam traços em nós mas que não vem à tona, não tomamos consciência, mas que estão lá e em alguns momentos da vida aparecem como armadilhas emocionais. No inicio da vida não temos a linguagem, então os traços de memória são corporais, a emoção fica impregnada na nossa corporalidade.

5- Cuidando durante a noite Não existe um fórmula , pois cada bebê é único e sua família também é única. Descubra uma forma em que todos dormem bem e esta será a mais adequada à sua família. Bebês e crianças têm necessidades durante a noite assim como durante o dia. Eles dependem dos pais para acalmá-los e ajudá-los a se regular. Os treinamentos noturnos têm um efeito físico e psíquico, então muito cuidado com os métodos do tipo Nana Neném. A cama compartilhada tem seus benefícios para os bebês que demonstram dificuldade à noite, alguns tem angústias noturnas, e o contato físico, a proximidade minimizam isso. Além disso, tende a facilitar o aleitamento em livre demanda. A cama compartilhada pode inclusive reconectar os pais que trabalham fora a seu bebê. O bebê vai adquirindo seus recursos para se tornar independente através da confiança que tem em seus pais.

6- Cuidado consistente e afetuoso A ideia é prevenir separações longas que tragam ansiedade e estresse às crianças pequenas. Também quando for necessário que os pais se separem dos filhos por conta de trabalho, observar e responder com cuidado aos sinais que a criança dá que de que a separação é difícil e causa angústia. Creches por mais de 20 horas por semana podem causar extremo estresse emocional, melhor a opção de um “cuidador” em casa. As crianças para se desenvolverem devem ter momentos de privacidade, e intimidade, e as escolinhas não tem esse espaço. O desenvolvimento social que o bebê demonstra ter ao iniciar-se na creche pode ser em detrimento de sua segurança afetiva. Por isso dê ouvido aos choros de seu bebês. Mais uma vez cada um é único é você só vai saber se está tudo bem com ele se tornando um expert do seu bebê.

7-Praticar educação positiva Tratar nossos filhos como gostamos de ser tratados! Disciplina positiva tem como filosofia levar a criança a desenvolver uma consciência guiada por suas própria disciplina interna e compaixão pelo outro. Não é deixar fazer o que ela quer. Crianças precisam que mostremos o caminho. A punição enfraquece em parte a conexão entre os pais. Traz os sentimentos de vergonha, injustiça, humilhação. Bater ensina que a violência é a forma de resolver conflitos e problemas.

Analisar sua própria infância e educação recebida é o primeiro passo para mudanças de atitudes com nossos filhos.

8- Equilíbrio

O equilíbrio de todos os membros da família é importante, dar ouvidos às suas necessidade permite que a intuição e conexão entre todos aflore. As necessidades do bebê são grandes e podem ser desgastantes, se necessário peça ajuda a alguém, para que você possa descansar.

Fonte: http://www.attachmentparenting.org/

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Sobre Mães de Plantão

Sou jornalista de formação, blogueira por paixão, esposa e full time mom de uma belíssima dupla: Henrique e Joaquim; uma mamãe ocupada por opção e de coração! Mães de Plantão é um blog com conteúdo voltado especialmente para mães, gestantes ou ainda, apenas simpatizantes desse grande projeto de vida chamado “ter filhos”. Logo que me tornei mãe, surgiu a vontade de compartilhar dicas e informações que fossem úteis para outras mães, com opiniões colocadas de uma forma bem direta, leve, descontraída e acima de tudo, honesta. Todo o conteúdo é criado e selecionado com muito carinho antes de ser publicado porque sei o quanto ficamos felizes e aliviadas quando encontramos alguém para dividir os mesmos dilemas deste, imenso,universo infantil.. Este blog serve para ajudar as mães de primeira viagem que assim como eu, sonharam por este momento único em suas vidas e querem dar o melhor de sí para este novo ser, que de alguma forma nos torna uma pessoa melhor a cada dia. Tornam sim, não por mágica. Tornam-nos melhores porque se não queremos que gritem não podemos gritar. Porque se não queremos que mintam não podemos mentir. Porque temos de cumprir o que prometemos se queremos que o façam algum dia. Aprendemos depressa que se queremos que não façam não podemos fazer. Sim, os filhos têm esse dom. O dom de nos obrigarem a pensar no que fazemos.

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