Expectativas para o segundo filho

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Olá Mamães de Plantão,

sábado completo 37 semanas de gestação e claro, que as expectativas aumentam quanto à chegada do Joaquim.

Tirando os enjoos que senti no começo, esta segunda gravidez está sendo muito tranquila (o que não é novidade para ninguém, porque sempre escrevo isso!). Pois bem..e olha que estava morrendo de medo de não dar conta de cuidar direito do Henrique, sozinha. Tudo correu a meu favor: não me senti tão cansada, aquele sono desesperador não apareceu para mim, não senti tanta dor nas costas, não estou ligando tanto para as minhas formas arredondadas- o que me deixa mais feliz e menos angustiada na hora de escolher uma roupa  para sair etc.  Agora então…nada me incomoda mais. Fico curtindo,diante o espelho, meu barrigão junto com o Henrique ( que faz questão de levantar a sua camisa, para também mostrar a sua barriga).

Mas este post, é para falar sobre algumas expectativas que tenho… então vamos lá (por mais que eu saiba, que na hora H, tudo será diferente):

Estou tentando prometer, a mim mesma, que vou seguir à risca o resguardo: vou tentar dormir o máximo, não vou ficar igual uma doida subindo e descendo escadas, lavando toda hora alguma roupa suja do bebê na mão e por aí vai… ( Tudo que fiz, quando o Henrique nasceu).Mas uma coisa me deixa em dúvida: Quero estabeler uma rotina logo nos primeiros dias, do Joaquim. Mas sei que vou querer ficar ainda mais grudada com ele, do que  fiquei com o Henrique. Ainda mais, depois do susto que levo todos os dias, ao ver que o meu bebê  já está um “rapaz”.

Sei que não vou ficar naquela ansiedade louca, que todas as mães de primeira viagem ficam, para ver seu filho comer a primeira frutinha, tomar o primeiro suco, dar os primeiros passos etc. Quanto mais demorar, melhor. Quero curtir tudo devagarinho.

Como o marido vai estar de férias, vou aproveitar o máximo. Como vou estar muito focada no Joaquim, por causa da amamentação vou deixar por conta dele, os cuidados com o Henrique. Ele que dê:banho, troque fraldas, dê comida etc. Vou tentar ficar meio distante nestes momentos (risos)!! A desvantagem é que o mais gostoso de família é estar perto mas, se eu estiver muito perto, vai sobrar tudo para mim.

O que quero mesmo, nos primeiros dias de vida do Joaquim, é tentar fortalecer os laços entre os irmãos…Conversar com o Henrique, brincar com os dois, deixar o Henrique por perto enquanto estiver: amamentando, dando banho etc. Ah…eu e meu marido, conversamos bastante e resolvemos colocar o Henrique na creche, a partir de julho. Achamos importante, ele ficar meio período, para ele poder conviver com outras crianças da sua idade, brincar etc. Já fomos em algumas creches com ele e ele adorou. Pegou na mão das professoras, fez carinho, brincou com as crianças. O problema foi ir embora!!!  Risos

Mudando de assunto….é impressionante a quantidade de dúvidas que rondam minha cabeça:

– Será que existe vida sexual após o segundo filho?

– Será que na segunda gravidez,aumentam os riscos de eu ter uma criança com algum problema?E se isso acontecesse?

– Como será que o primogênito vai reagir a um irmãozinho?

– Será que um outro filho consegue amenizar o pavor que eu tenho de que alguma coisa aconteça com ele?

– Como será que ficarão nossas finanças, com dois filhos?

– Será que com dois filhos eu consigo se uma mãe menos protetora,e deixar as crianças mais soltas no mundo?

– Será que eu consigo amar um segundo filho do mesmo jeito que amo o primeiro?

– Como será o rostinho dele?

– Será que vou dar conta de cuidar,dos dois?

– O Henrique foi um bebê tão tranquilo,será que o Joaquim também será?

A verdade minha gente, é que sabemos a resposta para a maioria destas perguntas….Gostamos mesmo é de sofrer por antecedência.

Igual ao Henrique o Joaquim não será. Até porque não existem duas pessoas nem dois filhos iguais.E que bom que é assim, não é mesmo?Mas uma coisa é certa, alguma experiência eu já tenho, o que facilita muito as coisas.Em algumas coisas, todo bebê é igual. Pelo menos, já sei cuidar do umbiguinho, enrolar o bebê no cueiro,  fazer baixar uma febre, ignorar uma birra etc.

Outra coisa MUITO BOA…dá para aproveitar as roupinhas se as crianças forem do mesmo sexo ( O que é o nosso caso). Sabe aquela roupinha linda, e ainda nova que ficou pequena?vai para o irmão, é claro. Berço, carrinho,cadeirinha, banheira, tudo pode ser usado de novo. Com certeza, o investimento inicial é menor. Mas também não se iluda: quanto mais crianças, mais dinheiro você gasta.Ter filhos é a coisa mais cara do mundo. E a melhor.

Dá mais trabalho?É verdade. São dois almoços, dois quartos para arrumar, mais roupas para lavar e certamente, vou ter que aprender a apartar umas brigas de vez em quando.Mas acredito dar menos trabalho também, por um lado as crianças vão se divertir juntas e eu vou ter um tempinho maior para mim, será??

“Será que eu consigo amar um segundo filho do mesmo jeito que amo o primeiro?” Eu tenho certeza que sim, porque amor se multiplica. Pode apostar nisso! Antes do Henrique nascer eu não conseguia entender o que era amor incondicional. Achava que sabia o que era amar  alguém. Meus Deus…como é diferente. Só depois que ele nasceu é que pude sentir, pela primeira vez, o sentimento de amor pleno, completo, absoluto,que não impõe condições ou limites para se amar.Quem ama de forma incondicional não espera nada em troca. O amor está em primeiro lugar e ponto final.É um amor generoso, altruísta e infinito. É o típico “amor de mãe” mesmo, que é dado livremente, independente do que recebe de volta. Eu amo demais o meu filho, do jeitinho que ele é mas, desde que engravidei do segundo, vivo babando por ele.Como não amar os dois, já que os dois são frutos de um amor tão verdadeiro, que é o que sinto pelo meu marido??Meu companheiro de todas as horas, um pai exemplar. O amo sem ter qualquer razão ou pré-requisito. O nosso amor é uma ação praticada a todo instante, de variadas formas.

Muitas vezes pensamos: Agora que minha vida social está voltando ao normal, será que eu quero realmente começar tudo de novo e voltar a me aninhar em casa?Ou então…eu não tenho tempo para ter outro filho, está tudo muito caro, não estamos preparados psicologicamente, eu ainda quero conhece a Índia, o Japão etc.Meu apartamento só tem dois quartos, não quitei a casa….Sinceramente??? Eu nunca pensei em nada disso mas, para quem pensou…sinceramente??Eu acho que o melhor da vida não vem das decisões mais racionais. A decisão de ter um segundo ou terceiro filho será maior que você. Quem tem esse instinto maternal infinito, vai saber o momento certo.

Quando,por fim,seus conhecidos solteiros e principalmente, sem filhos te olharem como se você fosse uma hippie louca, e, com um misto de dó e admiração, disserem: “Noooooossa,grávida de novo? Animada, hein?”, responda: “Animada e suuuuper feliz”.

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Sobre Mães de Plantão

Sou jornalista de formação, blogueira por paixão, esposa e full time mom de uma belíssima dupla: Henrique e Joaquim; uma mamãe ocupada por opção e de coração! Mães de Plantão é um blog com conteúdo voltado especialmente para mães, gestantes ou ainda, apenas simpatizantes desse grande projeto de vida chamado “ter filhos”. Logo que me tornei mãe, surgiu a vontade de compartilhar dicas e informações que fossem úteis para outras mães, com opiniões colocadas de uma forma bem direta, leve, descontraída e acima de tudo, honesta. Todo o conteúdo é criado e selecionado com muito carinho antes de ser publicado porque sei o quanto ficamos felizes e aliviadas quando encontramos alguém para dividir os mesmos dilemas deste, imenso,universo infantil.. Este blog serve para ajudar as mães de primeira viagem que assim como eu, sonharam por este momento único em suas vidas e querem dar o melhor de sí para este novo ser, que de alguma forma nos torna uma pessoa melhor a cada dia. Tornam sim, não por mágica. Tornam-nos melhores porque se não queremos que gritem não podemos gritar. Porque se não queremos que mintam não podemos mentir. Porque temos de cumprir o que prometemos se queremos que o façam algum dia. Aprendemos depressa que se queremos que não façam não podemos fazer. Sim, os filhos têm esse dom. O dom de nos obrigarem a pensar no que fazemos.

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