Cuidados com as crianças no Verão

Padrão

Essa semana quero falar de vários assuntos relacionados ao Verão, que começa oficialmente dia 21 de dezembro.

Junto com ele chegam as férias escolares, as altas temperaturas, muito sol, praia, piscina, viagens, passeios e brincadeiras ao ar livre. Mas, para que tudo seja só alegria, os cuidados com os pequenos devem ser redobrados.

1. Rotina

Mesmo estando de férias a criança precisa de uma certa rotina para acordar, se alimentar, brincar e dormir. Se ela já frequenta a escola, tente não sair totalmente dos horários aos quais ela já está habituada, especialmente o horário das refeições.

2. Alimentação

Fracione as refeições entre café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar e dê preferência aos alimentos leves, como verduras, legumes, grelhados, assados, refogados e evite frituras. É difícil escapar totalmente das “besteiras” como doces, balas e salgadinhos durante as viagens, mas tente restringir ao máximo.

Você também pode aumentar a ingestão de alimentos com ação fotoprotetora.

Na praia, por exemplo, fique atento à procedência dos alimentos e procure por estabelecimentos confiáveis, especialmente para peixes e frutos do mar. O mesmo vale para sorvetes, milho verde e outros alimentos que geralmente encontramos na praia. Tudo deve estar devidamente refrigerado, protegido do sol e seguindo as normas básicas de higiene no manuseio dos alimentos.

3. Hidratação

Nesses dias mais quentes, é muito importante aumentar a ingestão de água, sucos de frutas naturais, chá gelado, vitaminas e água de coco. Como as crianças às vezes não querem parar de brincar para comer ou tomar algo, ofereça sempre. Esse é um dos pontos essenciais para se manter saudável no verão.

Alguns sintomas de desidratação são boca seca, sede, diminuição da elasticidade da pele e do volume de urina. Caso a criança apresente esses sintomas, prepare o soro caseiro (1 copo de água para 1 colher (sopa) de açúcar e 1 colher (sobremesa) de sal) e dê à ela uma colher de sopa (15 ml) a cada 15 minutos ou após a evacuação.

4. Cuidados com a Pele

A pele das crianças é bem mais fina e sensível que a dos adultos e consequentemente muito menos resistente aos raios ultravioleta. No primeiro ano de vida, a produção de melanina, que é a substância que absorve a luz e protege a pele da radiação, não está funcionando plenamente, deixando-os mais expostos à queimaduras e brotoejas. Por isso o uso do filtro solar se torna tão importante. E isso não somente em dias ensolarados, já que as nuvens não são capazes de filtrar nem 10% da radiação. Filtro solar deve ser usado na praia, no campo, na cidade, em qualquer lugar. Especialmente nas crianças.

Como sabemos, o uso de filtro solar não é liberado (ou indicado) para bebês com menos de 6 meses. Se for a praia, deixe os pequenos na sombra, embaixo do guarda sol, vestindo roupinhas leves (algodão é uma boa pedida) e um chapéu grande o suficiente para proteger cabeça, nuca e orelhas.

Para bebês acima de 6 meses e crianças, escolha um filtro solar com FPS mínimo de 30 resistente à água e feito especialmente para a pele das crianças. Na hora de espalhar, passe uma camada generosa e espalhe bem, não esquecendo de nenhuma parte do corpo, como orelhas, pés e dobrinhas. Faça isso pelo menos 20 minutos antes de sair de casa e vá reaplicando conforme indicação do produto que você esteja usando, independente se a criança tiver entrado na água ou não.

O horário indicado para se expor ao sol é antes das 10h e depois das 16h.

Cuidados extras

Como as crianças gostam de brincar na beira da praia, tome cuidado com as águas-vivas. Quando em contato com algo elas liberam uma substância que causa queimaduras na pele.

Já a piscina deve receber o tratamento de limpeza adequado para evitar doenças de pele, porém sem excesso de cloro, que também pode ser prejudicial.

Vale lembrar que crianças próximas a piscinas ou ao mar requerem atenção mais do que redobrada e a companhia constante de um adulto.

Lembre-se ainda de proteger seu filho das picadas dos insetos, principalmente a dos pernilongos que são as mais comuns no verão. Para crianças acima de 6 meses um repelente infantil pode ser usado nas áreas mais expostas, mas no máximo duas vezes ao dia. Não é indicado passar no rosto ou nas mãos do bebê, pelo risco de intoxicação. Para dormir, prefira pijaminhas longos, se possível.

5. Vestuário

Quando se trata de roupas e calçados, crianças precisam de conforto acima de qualquer coisa. Ainda mais no calor. Vista os pequenos com roupas mais leves, soltinhas, de cores claras e tecidos mais fresquinhos. Roupas feitas de fibras naturais como o algodão são ótimas porque deixam a pele respirar. Evite os tecidos sintéticos, roupas apertadas e calçados fechados. Bonés e chapéus são imprescindíveis e óculos de sol protegem e de quebra dão aquele charme.

Tomando esses pequenos cuidados dá pra curtir o verão numa boa com os pequenos 🙂

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Sobre Mães de Plantão

Sou jornalista de formação, blogueira por paixão, esposa e full time mom de uma belíssima dupla: Henrique e Joaquim; uma mamãe ocupada por opção e de coração! Mães de Plantão é um blog com conteúdo voltado especialmente para mães, gestantes ou ainda, apenas simpatizantes desse grande projeto de vida chamado “ter filhos”. Logo que me tornei mãe, surgiu a vontade de compartilhar dicas e informações que fossem úteis para outras mães, com opiniões colocadas de uma forma bem direta, leve, descontraída e acima de tudo, honesta. Todo o conteúdo é criado e selecionado com muito carinho antes de ser publicado porque sei o quanto ficamos felizes e aliviadas quando encontramos alguém para dividir os mesmos dilemas deste, imenso,universo infantil.. Este blog serve para ajudar as mães de primeira viagem que assim como eu, sonharam por este momento único em suas vidas e querem dar o melhor de sí para este novo ser, que de alguma forma nos torna uma pessoa melhor a cada dia. Tornam sim, não por mágica. Tornam-nos melhores porque se não queremos que gritem não podemos gritar. Porque se não queremos que mintam não podemos mentir. Porque temos de cumprir o que prometemos se queremos que o façam algum dia. Aprendemos depressa que se queremos que não façam não podemos fazer. Sim, os filhos têm esse dom. O dom de nos obrigarem a pensar no que fazemos.

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