10 dicas para lidar com filhos que mordem, chutam ou agridem as outras crianças

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Seu filho costuma morder, chutar, dar tapas ou agredir de outra forma os amiguinhos? Ando ouvindo das minhas amigas muitas queixas com relação a este assunto! Umas ficam nervosas e sem saber o que fazer porque os filhos são os “agressores” e outras ficam arrasadas porque os filhos são os “agredidos”!!

A verdade é que este comportamento agressivo faz parte do desenvolvimento normal dos pequenos (normalmente entre 1 ano e meio a 3 anos de idade). Respostas como chutes, mordidas, pontapés, dentre outros, acabam sendo uma alternativa quando eles ainda não conseguem comunicar-se perfeitamente e possuem pouco controle sobre os impulsos, porém, têm uma vontade enorme de se tornarem independentes. Além disso, nessa fase a criança é egocêntrica e acredita que o mundo funciona e existe em função dela. É um conflito interno para eles!!

Mas nós não podemos ignorar e aceitar essas atitudes em nossos filhos, mesmo sendo normal nessa fase. Temos que mostrar à eles que agredir os outros não é algo admissível e ensiná-los outros jeitos de expressarem a irritação momentânea. Realmente educar não é uma tarefa fácil, mas nós, pais, temos um papel importantíssimo para ajudar os filhotes a superar essa fase!

Para ajudar, vejam algumas dicas para deixar os pequenos menos agressivos:

1) Mantenha a calma

Como já ouvimos muitas vezes, nós somos o exemplo para nossos filhos! Portanto, temos que controlar nossa raiva. Gritar, bater ou dizer ao filho que ele é “feio” não o fará mudar de atitude! Pelo contrário, só o deixará mais irritado.

2) Ajude seu filho a se expressar de outra maneira

Esse item é bastante difícil, é o tipo de coisa que teremos que repetir diversas vezes até entrar na cabeça dele! Quando o pequeno tiver um acesso de raiva e agredir alguém, o ideal é esperar ele se acalmar (não muito tempo, senão ele não saberá o porquê da conversa), sentar e pedir que ele explique o que aconteceu. Diga que é normal sentir-se bravo, mas que não é legal demonstrar isso mordendo ou batendo. Encoraje-o a achar um jeito melhor de reagir, como pedir ajuda à um adulto ou dizendo o que está sentindo para o amiguinho, como por exemplo: “João, você está me deixando bravo!”.

Às vezes, a impulsividade da infância fala mais alto, mas faça seu filho entender que ele precisa pedir desculpas depois de agredir alguém. Ele pode fazer isso sem muita sinceridade no começo, mas a lição vai ficar, e ele acabará criando o hábito de pedir desculpas quando machucar alguém.

3) Use a lógica nas suas atitudes

Se seu filho estiver brincando na piscina de bolinhas e começar a atirar as bolinhas nas outras crianças, tire-o de lá. Sente-se com ele, mostre as outras crianças se divertindo e explique que ele poderá voltar lá quando se sentir pronto para brincar sem machucá-las.

Evite “raciocinar” com seu filho usando perguntas como: “Como você se sentiria se outra criança jogasse uma bola em você?”. Crianças pequenas não conseguem se imaginar no lugar de outra ou mudar de comportamento baseado nesse tipo de conversa. Mas elas entendem direitinho quando uma atitude gera consequências negativas.

4) Imponha limites claros

Não espere seu filho bater no irmãozinho pela terceira vez para só então dizer: “Agora, chega!”. Ele deve saber que fez algo errado já na primeira vez! Tire-o da situação em que está por um ou dois minutos: é o melhor jeito de fazê-lo se acalmar.

Depois de um tempo, ele vai acabar relacionando o mau comportamento com a consequência ruim, e aí, vai entender que se morder ou bater, acaba perdendo a farra e o melhor da festa.

5) Não deixe seu filho ganhar a batalha

Se ele atacou um amiguinho para conquistar um brinquedo, não podemos permitir que ele fique com o objeto obtido na base da agressão. Ao sair ganhando com o que fez, ele tende a repetir o comportamento!

6) Discipline-o o tempo todo, do mesmo jeito

Temos que ser insistentes e, principalmente, coerentes! Temos que nos policiar a aplicar o mesmo tipo de discurso e bronca quando ele repetir o mesmo comportamento errado! Por exemplo, quando ele morder o irmão e essa não tiver sido a primeira vez, o ideal é dizer: “Você mordeu o João de novo! Isso quer dizer que vai ficar de castigo outra vez!”.

Assim, ele vai perceber esse padrão e em algum momento vai compreender que, se tiver um mau comportamento, receberá um castigo ou uma bronca.

7) Não o repreenda em público

Claro que não é fácil nosso pequeno morder o filho de um amigo e não darmos um chilique!! Temos sim que mostrar que o que fez é errado para ele mas, por mais recriminadores que sejam os olhares ao redor, não podemos nos deixar levar pelo impulso de repreender nosso filho só para mostrar que temos pulso firme! Expô-lo a uma bronca pública só vai aumentar o nervosismo dele e talvez provocar uma reação ainda mais violenta! O ideal é fazê-lo pedir desculpas pelo que fez e levá-lo para um canto para dar a bronca e explicar o que fez e o por quê!

8) Elogie o bom comportamento

Os elogios ao bom comportamento ajudam a criança a distinguir o que é aceitável ou não, e a estimula a correr atrás de mais elogios e atenção por esse “bom caminho”.

Em vez de falarmos com nosso filho só quando ele se comporta mal, temos que dar atenção também quando ele agir corretamente. Por exemplo, se ele pedir para o amigo para brincar no balanço ao invés de empurrá-lo, podemos dizer: “Que legal que você pediu!”.

9) Providencie atividades físicas

Eu, particularmente, acho esse um item fundamental para toda criança!! Podemos descobrir que nosso filho vira um terror se não tiver como queimar energia. Não precisa ser nada muito estruturado, o importante é darmos um espaço à ele (de preferência ao ar livre) que certamente ele vai correr!

Com a ajuda de uma bola, então, tudo se resolve. A atividade física deixa as crianças mais calmas, além de proporcionar um sono de melhor qualidade!!

10) Não tenha receio em procurar ajuda

Às vezes a agressividade de uma criança pede mais intervenção do que um pai consegue dar. Se seu filho passa mais tempo sendo agressivo do que calmo, se ele parece assustar ou aborrecer outras crianças ou se você não consegue melhorar o comportamento dele, por mais que faça, converse com o pediatra, que pode recomendar um psicólogo ou especialista. Juntos, vocês podem ajudar a criança!!

Espero ter ajudado!!!


Fonte: Baby Center Brasil

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Sobre Mães de Plantão

Sou jornalista de formação, blogueira por paixão, esposa e full time mom de uma belíssima dupla: Henrique e Joaquim; uma mamãe ocupada por opção e de coração! Mães de Plantão é um blog com conteúdo voltado especialmente para mães, gestantes ou ainda, apenas simpatizantes desse grande projeto de vida chamado “ter filhos”. Logo que me tornei mãe, surgiu a vontade de compartilhar dicas e informações que fossem úteis para outras mães, com opiniões colocadas de uma forma bem direta, leve, descontraída e acima de tudo, honesta. Todo o conteúdo é criado e selecionado com muito carinho antes de ser publicado porque sei o quanto ficamos felizes e aliviadas quando encontramos alguém para dividir os mesmos dilemas deste, imenso,universo infantil.. Este blog serve para ajudar as mães de primeira viagem que assim como eu, sonharam por este momento único em suas vidas e querem dar o melhor de sí para este novo ser, que de alguma forma nos torna uma pessoa melhor a cada dia. Tornam sim, não por mágica. Tornam-nos melhores porque se não queremos que gritem não podemos gritar. Porque se não queremos que mintam não podemos mentir. Porque temos de cumprir o que prometemos se queremos que o façam algum dia. Aprendemos depressa que se queremos que não façam não podemos fazer. Sim, os filhos têm esse dom. O dom de nos obrigarem a pensar no que fazemos.

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